terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Manifesto a Artur Neto – Reflexões sobre o Nosso Voto

Artur Neto nasceu em Manaus, mas passou a adolescência e a juventude no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito. Foi um destacado líder estudantil nos anos de chumbo e se filiou ao MDB velho de guerra em 1966.

Diplomata de carreira, concluiu o Instituto Rio Branco em 1976. Foi professor de inglês e francês, tendo realizado cursos de aperfeiçoamento nas Universidades de Michigan (USA) e Cambridge (UK).

Em 1978, ele saiu candidato a deputado federal pelo MDB, mas acabou ficando na primeira suplência. Em 1982, se elegeu deputado federal pelo PMDB.

Exemplo raro de cafuzo sem melanina, daí o apelido de “Macaxeira”, Artur Neto virou político por uma contingência familiar.

Em dezembro de 1968, nas vésperas do AI-5, o ex-líder do PTB no Senado e então vice-líder do MDB, Artur Virgílio Filho, fazia um discurso destemperado, valente, raivoso, denunciando os horrores da ditadura militar, numa sessão do Congresso.

– Que nos fechem hoje, mas com o povo que nos assiste ao nosso lado, e não nos fechem amanhã, ingloriamente, com o aplauso do povo brasileiro, como aconteceu em 1937! – vociferava o senador.

Vice-líder do MDB na Câmara e amigo de Artur Virgílio, o deputado Paes de Andrade pede-lhe um aparte, para se solidarizar com ele. Artur Virgílio faz que não vê. Paes insiste, Artur Virgílio não dá a mínima. Quando desceu da tribuna, Paes foi lhe cobrar:

– O que é isso, Virgílio? Como é que você me negou um aparte?...

– Paes, eu hoje não fiz um discurso, fiz um requerimento. Esse discurso é um requerimento de cassação. Você não tinha nada que entrar no meu requerimento. Cumpri meu dever de trabalhista e vice-líder da oposição e sei que eles vão me cassar. Estou indo embora, mas você precisa ficar para continuar lutando pela redemocratização do país.

Dito e feito. No mês seguinte, o senador foi cassado.

Catorze anos depois, o filho mais velho estava em Brasília dando continuidade à luta do pai.
Dono de um discurso fluente e vigoroso, Neto logo conquistou o Congresso e virou “arroz-de-festa” dos movimentos sociais.

Começaram a chover convites para ele fazer palestras em sindicatos e dar apoio político às greves de trabalhadores em todo o país.

Em 1984, ele estava em Fortaleza, participando de uma manifestação dos professores contra o governador Luiz Gonzaga Mota, o “Totó”, na frente do Palácio da Luz, quando o líder do governo na Assembleia, deputado estadual Ciro Gomes (PDS), veio tomar satisfações:

– O senhor não tem vergonha de vir lá do Amazonas participar dessa baderna?... – disparou Ciro, visivelmente irritado.

De cima do trio elétrico, Artur Neto não negou fogo:

– Vergonha devia ter o senhor, que serve com fidelidade canina a um ditadorzinho provinciano com nome de vira-lata. Quem esse Totó pensa que é pra fazer essa cachorrada com os briosos professores da terra de Iracema?...

A multidão aplaudiu ruidosamente Artur Neto, mas o bate-boca entre os dois logo enveredou pela baixaria e contribuiu para torná-los inimigos irreconciliáveis até hoje.

Em 1986, Artur Neto se filiou ao PSB e foi candidato a governador pela oposição. Perdeu para Amazonino (PMDB), apoiado por Gilberto Mestrinho.

Em 1988, foi candidato a prefeito de Manaus, de novo pela oposição, e derrotou Gilberto Mestrinho (PMDB), apoiado por Amazonino.

Em 1989, a pedido do senador Mário Covas, Artur Neto se filiou ao PSDB.

Em 1990, Ciro Gomes se elegeu governador do Ceará pelo PSDB.

No ano seguinte, o ex-vereador Robson Tiradentes, na época um dedicado aspone de Artur Neto na prefeitura, embarcou num avião em Teresina, com destino a Brasília, quando notou o governador tucano lendo um jornal, ao lado de um assento desocupado. Inocente, puro e besta, Robson sentou-se ao lado de Ciro e puxou assunto:

– Eu sou um grande admirador do seu trabalho, governador! – babou ele. “Acho que o senhor está fazendo um governo pai-d’égua!”.

Ciro, com aquele seu ar imperial, dobrou o jornal, virou-se para o desconhecido e o interpelou:

– É? E quem é você?...

– Ah, eu sou lá de Manaus e trabalho com um grande líder do seu partido...

– É? E quem é ele?...

– O prefeito Artur Neto, governador!

Ciro ficou olhando para Robson como se estivesse analisando um inseto. Aí, espumando de ódio, rodou a baiana:

– O senhor é muito atrevido! Muito folgado! Retire-se daqui agora mesmo! Retire-se agora mesmo ou vou perder a compostura!!!

Com medo de ser estapeado, Robson trocou de lugar.

Ele só foi entender a história quando contou o incidente para o prefeito.
Que, claro, morreu de rir.
 Como deixar de votar em um senador com um senso de humor desse naipe?
Texto Transcrito do Blog de : Simão Pessoa Manaus, Amazonas, Brazil Canalha exemplar, pai extremado, filho pródigo, irmão zeloso, amigo fiel, amante de quem ama, consumidor de quelônios, colecionador de discos (só samba do bom e blues tocado por negro, além de clássicos do rock, do reggae e do funk), ex-quarto zagueiro dos imbatíveis Murrinhas do Egito e Setembro Negro, hoje obeso, colecionador de gibis do Asterix, vascaíno em tempo integral.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sob a sombra do Mulateiro

Hoje é domingo dia de passear, visitar os amigos e parentes, depois de um bom café da manha na Feira Agropecuária eu e  minha esposa, resolvemos visitar velhos amigos e parentes, na estrada do turismo chegamos até a quadra 19, do cemitério Parque Tarumã, e sob a sombra do Mulateiro – Arvore -, encontramos descansando os nossos velhos, para a minha esposa: Pai e Mãe, para mim: Sogra e Sogro, tivemos uma demorada conversa, é claro sem resposta, só havia pergunta e o mesmo tempo agradecimento, mesmo longe em nosso monologo, agradecíamos por tudo que fizeram em vida e após, mesmo não estando mais presente, ainda estavam proporcionando, a segurança da família, estamos agradecido por terem deixado uma pequena fortuna aos filhos, netos e bisnetos, se bem administrados podemos mudar o curso da vida destes, isso é doído sob o ponto de vista que eles não desfrutaram daquilo que construíram,  não no sentido literal, porem do ponto de vista de garantir algo aos seus, estes cumpriram sua finalidade, obrigado Morena e Maneca, em nome dos meus filhos e neto, espero poder fazer em vida por eles, o que vocês fizeram em vida e após, o triste desta historia, é que estamos enviando um bisneto para vocês cuidarem, recebam este e proporcione o mesmo tratamento, que sempre dispensaram quando em vida, descansem a sombra do Mulateiro imponente, até que algo ou alguém decida que este representa risco a sua morada, estaremos sempre passando por aqui, para colocar o papo em dia, mesmo que sua resposta, seja somente este vento que insiste em soprar, o sopro do vento transmitem suas palavras e entendemos tudo, uma pena que alguns acham que é somente para refrescar, até breve, estaremos onde sempre estivemos, por perto se precisar de algo sabe onde nos encontrarmos, em nossas orações continuamos pedindo por paz e tranqüilidade, um abraço dos integrantes da família pimenta.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Mensagem do Guerreiro

Mensagem que utilizamos na missa de sétimo dia do Guerreiro Manuel Batista do Vale
“A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Me dêem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza; a vida significa tudo o que ela sempre significou o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho... Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi”.(Santo Agostinho)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Guerreiro Tombou

Quando olhei  o Big Brother, vi o Biau, falando de guerreiros confinados em uma casa cheia de mordomias;  Durante dois anos e seis meses, do interior do meu quarto assisti um guerreiro confinado em um quarto, monitorado por câmeras com algumas mordomias – se é que podemos assim considerar -, sempre acompanhado por uma ou mais de uma pessoa, pensei este é guerreiro na concepção do Biau, a diferença que eu conheci este guerreiro fora do quarto, andando e as vezes muito serelepe ensaiando corridas, trabalhando em uma oficina no quintal de casa ou em uma companhia de energia, sempre valorizava a vida e suas inúmeras oportunidades que esta lhes oferecia, gostava de passear, pescar, adorava um bom futebol, tinha como leitura seu hobby principal, o nome do Guerreiro de batismo Manoel Batista do Vale , batizado carinhosamente pelos amigos como Maneca, Pai de família dos bons, criou 08 filhos 04 homens e 04 mulheres, casado com Almedina do Vale, popularmente conhecida como Morena, um câncer o separou de sua companheira, mais o guerreiro tocou em frente, sua vista foi o deixando aos poucos, a ouvido já não tinha o mesmo sentido perspicaz,  o andar tornou-se lento, mais o guerreiro tocou em frente, até que um dia uma parada o levou ao estado de COMA ,  a partir daí o guerreiro,  passou a viver seu confinamento, um quarto em minhas casa, uma equipe medica sempre na cabeceira da cama, seu estado de dependência total, para quem sempre foi independente, viver na dependência passou a ser sua rotina, como será que o guerreiro reagiria, e ele não teve reação, durante dois anos seis meses, vi  pelo monitor do meu quarto o guerreiro ser medicado,  sem contudo esboçar um único AI, deve ser este sentido que o Biau, dava a quem esta confinado, seu confinamento era intrínseco, neste não havia premio ao final, só a mais completa solidão do seu interior, quis o destino levá-lo no domingo 16 de outubro de 2011, seu frágil coração parou sua respiração foi lenta até a paralisação total, o Guerreiro tombou, não foi vitima de bala perdida ou assalto, foi vitima do excesso de trabalho, que culminou com todas as doenças oriundas destas atividades, O Maneca da Amazonas Energia, o Maneca da Oficina Mecânica, o Maneca pai de : Waldo (Waldemir), Dir (Waldir), Branco (Alcemir), Velho (Ademir), Nega (Waldecir), Mor (Darcy), Nena (Matilde) e Loura (Nancy), tinha deixado esta vida, Deus avisa ai que ele ta chegando, receba este homem integro e trabalhador, que me ensinou que honestidade não é privilégio é obrigação, que Carter não é condição é obrigação, Senhor receba esse filho de Deus, ele é meu sogro e no entanto sempre se comportou como meu Pai, Biau esse é guerreiro, Waldo , Velho, Branco, Waldir, Nega, Mor, Nena e Loura, seu Pai e guerreiro e tombou, mais caiu de Pé e sempre será lembrado pelo homem que é, Valeu Manecão , tenha o respeito dos seus Genros, Noras e Netos que sempre se lembrarão do Sr.  É da sua esposa – Morena – por tudo que sempre os ensinou, siga em Paz e que o senhor o acompanhe

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

UM PROJETO QUE NÃO É UMA FRIA

UM PROJETO  QUE NÃO É UMA FRIA
E
stamos encerrando mais um projeto de Eficientização energética nas comunidades de Baixo Poder Aquisitivo, no município de Manaus, idealizado pela Amazonas Energia e Eletrobras, o Projeto busca, ainda, a redução do desperdício de energia elétrica nas unidades consumidoras, por meio de ações de orientação quanto ao uso racional da energia elétrica, tendo como maior atrativo a substituição de geladeira ineficientes  , por geladeira nova com baixo consumo de energia , estamos diante de um processo que alem de diminuir a conta de energia, ainda premia as famílias com a substituição de 10.000 equipamentos, o projeto foi desenvolvido em 82 bairros,  comunidades e alguns conjuntos habitacionais, é uma iniciativa que vale a pena enaltecer, não só pelo apelo do ponto de vista social, como pelo modelo econômico que representa, ficamos felizes por participarmos de mais uma iniciativa do poder publico, devolvendo a população o respeito e a dignidade de uma vida familiar, a pessoas que a cada dia Forman o caráter deste Pais

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Seguindo a Trilha do Sem Educação

Mais um fim de semana retornando, pela AM-010, presenciando os mesmos absurdos, Ônibus Especiais, que não sinalizar quanto ao transito contrario, arremesso de latas de cerveja e garrafas pet, com uma novidade sacos plásticos de mijo, tudo atirado pela janela, quando não param na rodovia , e temos que presenciar um monte de marmanjo urinando na parte de trás do ônibus, senhores empresários que alugam estes ônibus, é a imagem da empresa de vocês que esta em jogo, orientem seus motoristas, que isso é passível de punição pela policia de transito – Quando Aparecer -, no mais o Rio Preto é Show